26.10.11

a merda de nos darmos com todas as pessoas é termos de gramar com conversas de merda.

3.7.11

Quando

penso como seria se estivesses em determinado lugar comigo, isso quer dizer exactamente o quê?

Hoje foi assim e não me importava nada que lá tivesses estado.

1.7.11

Flutuo



Hoje eu vou fugir
Para não me dar
A vontade
De ser tua

Verdade

É bom largar o casaco e o refreio.

Teorias da avó

Sobre a procura que em nada ajuda. Sobre a certeza de que tudo quanto tem de vir chega. Em boa hora, quando olhamos para outro lado.

E é uma sensação estranha, esta.

9.6.11

Lisboa Kuya

http://www.youtube.com/watch?v=mi55Q9YWpYY

ensina-me a ser assim
capaz de fazer dum yah
algo mais do que um sim
ninar tudo o que pede p'ra ser já
e deixar aconchegar-se a mim
a certeza de que nada mais terá o mesmo sabor
nem cerejas
nem Lisboa

8.6.11

a verdade é que o vento inspira. E as pessoas, e tudo quanto fazem olhando o ser. A verdade é que as sensações diárias me permitem saber quase tocar o céu e procurar-te por onde sei não existires. Obrigada por mesmo não havendo me tocares assim.

29.5.11

noites passadas no vazio
e quando olho as estrelas
passo a saber de ti
dias volvidos com inconsistência
e continuo a saber quando me procuras
que te amo

28.4.11

Estou no barreiro a caminho de casa. Há dois anos e meio fiz uma viagem semelhante, que pensei ser a última. Muito mudou nestes meses e posso garantir que numa situação mais complexa, hoje me sinto inequivocamente mais feliz. Plenamente feliz, para ser mais exacta.

8.4.11

sei que sou feliz quando desmarco à última hora uma queca combinada só para estar com os meus amigos

6.4.11

17.3.11

Não me surpreendi. Parece que te aguardo com a serenidade de quem tem a certeza que hás-de chegar. No momento certo.

Perfeito, tal como sempre te quis.

16.3.11

Foleiro


Unhas de gel é provavemente a invenção mais foleira desde as permanentes mal feitas.


Não conheço nada mais brega do que uma mulher com estes apliques. Chega a meter dó até porque a maior parte das tipas que as usam nem sequer se arranjam comme il faut. Cabelos mal amanhados, perfumes baratos que cheiram a puta, vestimentas de 5ª categoria e sapatos todos f-o-d-i-d-o-s. Ahhhh mas unhas de gel.
Não tenho dinheiro para ir ao cinema. Mas tenho unhas de gel. Não leio um livro há anos. Mas tenho unhas de gel...


12.3.11

Numa nova fase da vida, dei por mim a entrar numa sala de chat brasileira cujo nome é:

DESCASADOS

maravilhoso

27.2.11

...e a minha guerra com as comedias românticas.

O fim-de-semana em casa costuma ser um sacrilégio. Passo os dias em frente ao televisor (perdão, LCD) a devorar todas as comédias românticas. E o pior e' que me sinto terrivelmente mal depois delas. Por horas e horas a fio pergunto-me o porquê de sonhar e saber não haver quem me possa trazer todas aquelas sensações maravilhosas da rapariga que, sem querer, encontra o homem da sua vida, e depois de trapalhadas e mal-entendidos, beijam-se apaixonadamente e deixam adivinhar uma vida cheia de amor.
Reconheço. Por vezes posso ser romântica. Do tipo de ter as pernas tremer e o coração a sair pela boca. Ja' experimentei essa sensação duas vezes: uma aos dez anos, pelo rapaz da minha rua, e outra aos dezoito que acabou há bem pouco tempo. Resultado? Nenhum. Sempre me apresentei como a melhor amiga de ambos e estive la' para o que fosse necessário. Nunca puxei dos galões que me tornam tão apetecível ao primeiro olhar para outros indivíduos. Nunca cedi ao momento, o que me fez perder aquela oportunidade única em que vejo as actrizes arrasarem.
A verdade e' que me escondo no cinismo e ironia para não falhar no momento certo.

Tenho toda a ideia de romance na minha casa. Uma decoração fresca (verde), margaridas e plantas bonitas. O roupeiro com roupa casual chic, tal como nas ditas comedias (acabei de comprar um vestido maravilhoso, fluido com pedrinhas aplicadas, que e' um must), sapatos lindos de morrer, maquilhagem bem colocada, uma atitude confiante e tranquilidade no quotidiano. Musica que faz sonhar (Norah Jones, fazes-me sofrer) e dois gatos cheios de personalidade. Livros que me transportam para Nova York, Chicago, a Londres dos dias de Primavera, a Grecia das praias sossegadas. Invisto em hidratantes que me fazem sentir bem, pijamas da Triumph com robe de seda. Para na minha imaginação aguardar o homem dos meus sonhos. E a Marilyn Monroe na sala e nos isqueiros. Talvez num dia destes ele apareça.

15.2.11

A eles

passados 20 anos e graças ao Facebook os meus pais voltaram a falar.

A ele:



e a ela:




No dia de S. Valentim

11.2.11

Preguiça

Amanhã parece ser ja' fim-de-semana com Mega Day geral.

Segunda começo as 4 sessões motivacionais com os colegas. Podia estar mais preocupada, confesso. Mas a sessão inicial com a Vera, a Diana, o Frederico, a Alexandra, o Sergio, o Ruben, a Dra Rute, a Vanessa e o Nelson deixaram-me francamente mais tranquila. Se correu bem com eles, estou mais confiante que corra pelo melhor com os pares.

Tenho analisado as respostas 'as questões iniciais colocadas e estou francamente surpreendida com o TTarde. Da' para ver um maior empenho, visto a iniciativa ter partido de uma das suas. Nos outros, podia ter transmitido com mais empenho o objectivo inicial.

6.2.11

Pouco ou nada


O Diogo tem razão. A prima não é romântica.


Pode espreguiçar-se languidamente, ronronar quando está melosa, gostar de se sentir apaixonada. Mas não mais do que isso.
Está uma tarde agradável, não está?






5.2.11


Dei por mim a pensar no quanto odeio homens sexy. Aquele je ne sais quoi. Aquele charme.

Não resisto.

Maravilhoso (ou talvez erva a mais no cérebro)



Conheci há pouco e é viciante.
- estou naquele momento em que passam várias descrições na mente mas nenhuma trasmite o prazer que sinto -

4.2.11

Gente que não merece o ar que respira

Tinha um casal amigo que conheci atraves do Bruno, com o qual passei a estar algo frequentemente. As perspectivas são diferentes, o modo de estar tambem os interesses tambem, mas enfim... Era um casal amigo.
Arranjei uma entrevista de trabalho para ela, o Bruno arranjou um trabalho para ele e consequentemente para ela. Acontece que tambem lhe emprestou o carro por dois dias, que se transformaram em 6 semanas. Acontece que ela se espatifou com o carro. E que não contou nada. E quando descobrimos disse que o pneu explodiu na CRIL...
Acontece que tudo isso e mentira, sabemos pela seguradora que foi no Cabo Ruivo e pelo mecânico que entretanto encontramos que foi o motor que...(não percebo nada de carros).
Acontece que o carro ate era para vender e que foi estabelecido um prazo de 2 meses para o pagamento.
Acontece que sabemos que ela cagou no carro que esta ad eternum na oficina.
Que a gaja não atende chamadas.
Entre tantas outras mentiras (o carro esta para ir a estufa em Camarate - ou não. Descobrimos que esta em Famões)
Descobrimos que ela ja tinha desviado um cheque da A****.
Que desapareceu dinheiro de caixa enquanto trabalhava como administrativa noutra empresa.
Que enganou outros amigos nossos em contratos que os deixaram presos a planos de fidelização com condições muito diferentes das que ela tinha prometido.
Que o seu pai da a acusou de roubo.

Mas o que me interessa mesmo e que ficou em casa dela uma forma de pudim que a minha mae me ofereceu.

7.10.10

Há três questões que me andam a deixar inquieta desde há umas semanas:

1ª - Nunca romperam comigo

2ª - Nunca me despediram

3ª - Não me recordo de momento qual seja, mas também é grave


O que tem efectivamente mexido comigo é a percepção de que quanto mais tempo passar maior poderá ser a probabilidade de qualquer uma das três acontecer, ou não?

8.9.10

Adquiri um isqueiro cor-de-rosa que diz:
BORN 2B SEXY
Agora só falta lingerie com padrão leopardo para a completa piroseira fútil tomar conta de mim.

5.9.10

Cry me a river

Quero escrever e sinto-me despida. Vou perdendo aos poucos a capacidade de reinventar por outras palavras sensações e metáforas que permitem desembainhar as vontades impressas em mim.
É tamanho o orgulho que me faz calar consecutivamente os pensamentos sinto-me cheia. Tão cheia deles e cada um tão ou mais ímpio que o anterior que se transformam em ansiedade de te saber.
Vão escasseando as oportunidades de te ter, e à medida em que o fim destas se aproxima aumenta a memória do teu cheiro entranhado no meu, das tuas palavras doces de há tanto, do teu jeito peculiar.
E os avanços e recuos de nós transforma-se numa batalha de querer e poder, arriscar ou parar, ficando o medo do dia em que tudo termina sem volta.

29.8.10

Sobre a mulher

Nunca negues um beijo a uma mulher. Porque ela pode até nem te querer, mas sentir-se rejeitada é o pior que se lhe pode fazer.

23.7.10

Notas mentais

"Se o homem de repente começar a preocupar-se com o que veste, com o penteado, ou mesmo com o aspecto físico ("tenho de voltar para o ginásio, estou a ficar um pouco gordo"), isso deverá soar-lhe como um alerta. Depois vem o telemóvel. Os telemóveis tornaram muito mais fácil trair. O primeiro sinal que denuncia o homem, é que passa a tomar conta do seu, como se este fosse um bebé. Verifica constantemente se há chamadas ou mensagens. Leva-o para a casa de banho. Apaga todas as mensagens. Não deixa ninguém aproximar-se dele. As chamadas passam a ter um padrão (liga à amante e em seguida à companheira, para se tranquilizar e assegurar-se que está tudo bem). Quando está com a companheira, evita falar ao telemóvel à sua frente."



Rápida perda de peso
Maior cuidado com a aparência

Súbito e inexplicável entusiasmo e alegria
Problemas de sono
Aumento da tensão emocional
Desinvestimento na sexualidade
Esfriamento dos afectos na relação

Surgimento de conflitos no casal com maior facilidade
Andar na lua e dispersar-se a meio de conversas
Querer fazer coisas novas e ir a sítios diferentes
Passar mais tempo fora de casa
Permanecer incontactável no trabalho

22.7.10

E eis que no meio da multidão, ela se lembra do seu toque.
Ou dos sonhos em que soube tê-lo em si percorrendo todos os seus poros com dedicação.
Como te quero (e hoje com tanta devassidão).

18.7.10

Ela

"Totalmente dedicada ao seu seio, àquilo que pensa estar a construir, pensa que não.
Que não suporta mais o estado da sua nação, que o seu chanceler se desvia dos costumes e anseios dos seus descendentes lacaios e outros tantos. Questiona-se tantas vezes onde anda o princípio das coisas quando tudo era simples e sem pesos.
É esta a insustentável leveza do ser tomada por Tomás, mas desta vez invertida pois não foi ela que carregou o Anna Karenina debaixo do braço a primeira vez e uma mala com toda a sua vida numa segunda. Deparou-se com o cesto do seu amante transbordante de vontade de ser acolhido em seus braços numa das primeiras noites em que este lhe disse amo-te (sentidamente).
Mas hoje, e tantas vezes questiona-se onde está o seu conforto, com todas estas oscilações semanais entre as bebedeiras dos generais e discussões na plebe sem motivo aparente.
Mostra-se-lhe o lado do copo meio vazio, mas este parece-lhe já menos meio que vazio de esperança de encontrar-se de novo na plenitude do primeiro acto de verdadeiro amor. Desconfia das mensagens trocadas a meio da noite que desaparecem pela manhã e só tem vontade de se mostrar a quem a deseja verdadeiramente, ainda que por breves instantes para se voltar a sentir plena e confiante na sua veia característica: o ser mulher. Quantas vezes chamada guerreira, hoje com tanto dó de si e das suas presas.
Tenta segurar-se nas emoções para não cair a sua pátria e o que com os seus batalhões de infantaria conquistou em tão pouco tempo mas faltam-lhe as forças e a vontade de sentir aquele acre cheiro a álcool que transborda do corpo destes seres que por vezes deixa de reconhecer.
E odeia-se por não saber como travar a insurreição ou abater todos os males que ameaçam a felicidade que pensou conseguir construir uma vez mais com o pouco dos dias. E pensa:
Faltas-me. Com a imensidão dos oceanos que deixei entre nós continuas a faltar-me junto de mim, já que nas entranhas sinto a tua presença, o teu sorriso, os teus olhos dentro dos meus e tudo o que não tivemos."

17.6.10

Crias em mim todas as expectativas e mostras-me os teus anseios por uma janela em que não sei como, quando ou porquê espreitar. A lógica manda-me recuar tal como os belgas em 41, e o sangue quente da minha personalidade diz-me que não.
(Pensa minha querida, em tudo o que te traz bem e mal.) Mas este equilíbrio que procuro rapidamente se desvanece e são imagens e sons e sensações que permanecem de todo em todo transtornadas e torcidas. Vivas e a causar mil angústias das quais a saída poderá ser a quebra do nascer do sol e suas ambições. Sempre preferi as causas nocturnas e poderá ser esse o encanto que sempre me leva a perder a compostura e o empenho naquela sorte que poucas têm, ou julgam ter.
Perco-me nas miudezas dos livros, músicas e suaves toques na pele.

Agarra-me com força e eu penso em fugir. Acarinha-me devagar e anseio-te até te ter. Depois disso, não sei. E hoje pouco me importa o futuro lá tão longe, mas a falta da tua presença causa-me agora inconstância e só penso no amanhã tão incerto.

Transtornas-me. Hoje.

Procuras e respostas

De que serve ter diário quando todos os outros procuram a chave? De que serve encontrarmo-nos noutros países quando todas as estradas lá vão dar?

Procurava um local onde as minhas vontades e desejos fossem partilhados com ninguém para manter longe todas as ânsias. Por isso usar e pensar tanto nas palavras catarse e expiação.

15.6.10

Todos os gestos de ternura que entretanto, por tão banais se tornaram, se confundem com as horas que passaram. E é por isso que raramente nos lembramos deles.

14.6.10

São os ventos de sueste que chegando teimam em levar a minha mente para tão longe.

4.6.10

Ganho a corrida feminina e quando quero descansar mandas-me um bilhete que não compreendo.
Puxas-me para ti e beijas-me incessantemente.

3.5.10

Curiosa a necessidade de nos enquadrarmos sempre um pouco melhor. De tentar reforçar as relações dentro do nosso ciclo.

Ele não te ama miúda. Este é não mais do que o acontecimento do ano para ti, e do seu ponto de vista resulta na perfeição para o momento.

Momento, percebes?

6.4.10





Dear, I fear we're facing a problem

you love me no longer, I know
and maybe there is nothing
that I can do to make you do
Mama tells me I shouldn't bother
that I ought to stick to another man
a man that surely deserves me
but I think you do!


5.4.10

Da série: Fazer o mundo um pouco mais feliz.

Descobri o Chatroulette por acidente, ao ler a crónica do Luís Pedro Nunes na Única.
E achei que podia mudar um pouco o mundo ao proporcionar sorrisos aqui e ali.


Eis alguns bons momentos.

16.3.10

Tantas mensagens que não sei interpretar.

And I never saw the writing that was on the wall

8.3.10

Daybreak
And the moon's still floating high
What a wonderful surprise
I close my eyes
And dream of you

I'm dreaming at daybreak
And the world's so far behind
That's why i always find at daybreak
I'm still dreaming of you

You're from above
My one and only love
There's no other

At daybreak
All i want is you forever
That's why it's true whenever daybreaks
I'm still dreaming of you

9.2.10

Lets call...

Nice


O Verão faz taaaaaaanta falta. Andar sem casacos, passar o dia entre a praia e a esplanada...
Sorrir mais e não praguejar coma imensa chuva que se faz sentir.


Volta Sol, estás perdoado. Volta por favor!

Voglio te

Parece que quando venho aqui é sempre para descarregar alguma coisa que trago por estas noites. Pois agora não quero. Quero dizer-te como encaixas tão perfeitamente em mim, como tudo se resume à vontade de entrar em ti e te possuir, sabendo que não o consigo fazer por inteiro. Talvez te transformes num fantasma acorrentado tal como o tal do Natal passado, mas isso não interessa na maior parte das vezes. Acarinho a tua presença sobre o meu ombro, os teus sussurros nos meus lábios quando me perguntas quem somos e não sei dizer, quando me tocas o corpo e sinto-te respirar as mais suadas confissões. Meu Deus, como te quero tanto sem te saber quando ou onde ou, mais importante que isso, se.

Com me prendi assim a ti naquela noite em que os teus olhos entraram nos meus. Como me deixei seduzir por algo que sabia não querer e como me levaste ao fim dos meus desejos sem te querer nunca. Como adiei o prazer de nos amarmos e sob as nuvens daquela tarde te perdi. Como deixei que as ânsias de nós se perdessem enquanto podíamos ver a Frida para que ela te ajudasse a compreender quem sou. Como escapas assim de mim neste Inverno, como sempre perco no Inverno por não me deixar levar contigo para tão longe quanto gostaria de ir.
Como hesitei e hesito dada a minha estúpida cobardia em buscar-te e compreender isto de nós.
Como tento compreender e esquecer-me por momentos para que possa sentir a liberdade de não estar assim tão presa a nada. Ao que nos deixámos. Ao que deixei que ditassem por mim, no caso.

Espero sempre pelo milagre do dia em que nos olhamos outra vez com o saber espelhado de nos querermos mais e mais. Espero pelo dia em seja conveniente, em que ganhemos coragem. Tu, já não sei... Não sei o que pensar ou expectar de uma ausência sempre tão longa em que voltas e eu não te espero e não sei como reagir ao teu toque. E sou sempre tola e infantil e não digo o que quero e digo menos do que devia e sempre soando tão mal. E depois surpreendo-me com quem te agarra de vestido vermelho sangue e te toca e te beija e fujo sem acreditar no que os meus olhos vêem. E pedes-me desculpa não sei esperando que resposta. Nenhuma, a que mereces.


Trago apenas a certeza que não sou vulgar, ou igual a todos os beijos que um dia te poderão dar, todas as quecas que poderás ter ou todos os olhares penetrantes que possam vir um destes dias. E surpreende-me que não reajas aos meus olhos suplicantes por compreesão. Por necessitar de compreender um dia o que foi de nós, palavra que penso não ter inventado... De outro modo estarei louca (por ti, sim) e a tua força sobre mim será a mais vil de todas as que terei de suportar. E por fim penso: Para quê tudo isto? Tu nem tão pouco te interessas em saber.



Voltar a ter ânimo para te procurar. Raios, como estou farta desta inconsistência.

7.2.10

Tantas vezes anseio o fim sabendo já que não está nem perto de nós.

Como te quero sem o querer.

Pssstt, ei!

Beijo-te intensamente e reages com sede.

-Porque fizeste isto?
-Porque já não tenho nada a perder,respondo-te.

Visitas-me todas as noites quando o mundo é só nosso. E são tantas...

1.2.10

Nas noites frias em que te procuro tão longe de quem sou e me recordo dos nossos primeiros passos, dos olhares e das palavras que tantas vezes ficam por dizer. Assim me encontro, perdida em recordações do que ainda está intacto e pronto a descobrir. Como anseio saber-te bem melhor e poder reescrever a estória dos dias que se perderam nas suas metades, graças ao que não fizémos, ao que jurei nunca sentir e tocar. Quero-te tanto e cada vez mais, e tão rapidamente os nossos encontros desaparecem das hipóteses no meu caminho. Tenho-te debaixo da minha pele há tanto e tantas voltas dei em mim para te perder. Como fui tola em juntar-te aos devaneios livres da juventude e hoje te sei dentro de mim para o fim dos dias.
Como fui naif ao usar a racionalidade contra nós, ao não me pretender contigo por não conseguir.

29.10.09

Mensagem

E eis que no meio do 'steresse' a minha alma se ilumina radiante perante o sol.


Não há tempestade que sempre dure.

25.9.09

13.5.09

Ufa!

Hoje é um péssimo dia para andar de saia, ainda para mais quando consegui perder a graciosidade no alto dos meus saltos duas vezes:

À saída de casa, quando tropecei num tijolo perdido,
No metro, quando no meio da multidão ia perdendo um dos sapatinhos de cristal.

Quem disse que é fácil ser mulher, bonita, e cheia de charme?

(auto-estima nos píncaros)

4.1.09

"A Humanidade não vai longe se não perceber que a liberdade sem motivos nobres que a orientem não é, necessariamente, um caminho libertador."

D. José Policarpo
E

tudo

se

compõe

aos

poucos

!

^^

29.12.08

A eleição do Nuno.

Não me convence. Aquilo está uma rebaldaria e não há meio de se legitimar o presidente. É assim: muitas vezes se ganha em casa para perder na rua.

16.12.08

Aha!

Listen girl
Didn’t he tell you the truth?
If not then why don’t you ask him?
The maybe you can be more into him
Instead of worrying about me
And hopefully you won’t find
All the reasons why his love didn’t count
And why we couldn’t work it out

Aqui

14.12.08

As prioridades da sua vida!

No segundo teste, aconselhado pelo Dalai Lama (ah.. e tal...), os resultados foram surpreendentes!

1) Ordene os animais pela sua preferência, cada um deles representa cada prioridades na sua vida:

Tigre
Cavalo
Vaca
Ovelha
Porco

R: Orgulho, Família, Carreira, Amor, Dinheiro

2) Caracterize os vocábulos Cão, Gato, Rato, Café, Mar:

Cão - burro - Representa a caracterização de si próprio
Gato - Excepcional - O que você pensa do seu parceiro (ou paixão...)
Rato - Esperto - Caracteriza a visão que você tem dos seus inimigos
Café - Delícia - A sua visão do sexo (hãã..?)
Mar - Imenso - Eis o que você pensa da sua vida

3) Atribua cada cor a uma pessoa que conheça:
Amarelo - Joana - Algúem que nunca irá esquecer
Laranja - Anita - Um amigo de verdade (É verdade )
Vermelho - ele - O seu amor mais profundo (Chiça!)
Branco - Mãe - A sua alma gémea (Mummy... )
Verde - Pipo - Algúem que lembrará até ao final da sua vida

Até onde vai o espanto...


...do pretenso auto-conhecimento.

Hoje deu para fazer destas coisas, ver horóscopos e compatibilidades.

Enfim...

(Que dias tristes)

11.12.08

Wish you were here.

I dig my toes into the sand.
The ocean looks like a thousand diamonds strewn across a blue blanket.
I lean against the wind, pretend that i am weightless and in this moment i am happy.

Ninguém disse que a vida era justa.

Incubus

5.12.08

Chocolate.




Não o leite com chocolate, o gelado de chocolate, os cremes de chocolate, rebuçados de chocolate ou demais bem intencionadas inspirações.

Refiro-me mesmo a chocolate, de preferência derretido, quente e amargo qb. Num crepe.

^^

3.12.08

Fundador


Julgo que todos sejamos um pouco filhos de Sá Carneiro.

1934 - 1980

Padrinhos de Portugal

Para quem fala de iniciativas da sociedade civil, para qem aponta o dedo ao Estado pela inércia social:

Padrinhos de Portugal

Para mim, não vale tanto pela forma mas sim pela vontade de ter alguma influência positiva na vida das crianças de Marracuene, Alto da Manga e Praia Nova que com 85€ trimestrais têm asseguradas as despesas com alimentação, educação e vestuário.

"Este projecto começou em Novembro de 2002, depois de ter estado dois meses a trabalhar como voluntária na Cidade da Beira, em Moçambique, junto de crianças extremamente carenciadas. A vontade de fazer algo mais e com uma maior continuidade, levou a que surgisse a ideia de montar um semi-internato no Alto da Manga, um bairro localizado no mato, acerca de quinze quilómetros da Cidade da Beira.
Comecei por pedir a ajuda de um padre e de uma freira locais, que se responsabilizaram desde logo pela gestão do projecto no terreno, e iniciei então a selecção de dez crianças oriundas de familias bastante desfavorecidas.
O projecto começou com 10 crianças e 10 padrinhos. Actualmente são 450.

Com 85 euros trimestrais pode pagar as despesas de saúde, uma refeição diária, livros, cadernos, lápis, canetas, matricula, propinas e farda, a uma criança de Moçambique que dificilmente o poderá fazer sem a sua dádiva.

De forma a potenciar a Associação e a encetar novos projectos, complementares ao apoio às crianças, os Padrinhos de Portugal aceitam contribuições esporádicas de empresas e particulares, sem ser necessário um apadrinhamento permanente.
Catarina Serra Lopes
padrinhosdeportugal@gmail.com"

1.12.08

Sobre a lealdade


A lealdade que é falar, alertar, sugerir e trabalhar ao lado dos que nos rodeiam.
A que não é impor, ignorar, afastar, e denegrir os que não concordam connosco.

E o que sentimos com a intromissão incendiária, as notas soltas, as bocas, enfim...
O abandono dos que apoiam Ventura foi-me dado como certo após os actos eleitorais. A vaidade e a vontade de singrar custe o que custar também. A compra de votos, as negociatas, garantiram-me que seriam certas. Pelo mesmo que fez menção em me envergonhar duas vezes no meio dum congresso. Pelo mesmo que não sabe ouvir e se acha com o dom da razão. Pelo mesmo que respeito mas parece não demonstrar o mínimo apreço por quem está noutro lado que não o que ele fez questão de vincar como melhor. Pelo mesmo que inquinou* os votos de vinte pessoas sem as ouvir. Pelo mesmo que deu muito à nossa estrutura até aos últimos dias. Tristeza. Ontem, depois de saírem os resultados, foi-nos dado apoio por mais de uma pessoa: membros da lista B à CPN, apoiantes de ambas as candidaturas. Pela Patrícia, pelo Ricardo, pelo Miguel, Tiago, Joana, Margarida, pelo Bruno que hoje me ligou. Não nos foi dado apoio de quem mais esperávamos. Curioso. Muitas lições foram tiradas. A maior de todas: é de espada na mão que se vê o vilão, como se diz.
Estou triste pela derrota nas urnas, pela divisão fomentada por alguns, mas sobretudo pela visão maniqueísta que atrai tantos companheiros. Triste pela falta de coragem, por quem se vende. Eu não me vendi em nenhuma ocasião. Trabalhei, fiz o Bruno suar um bocadinho. E no final formalizaram o convite. Duas horas depois, ofereceram-me lugar elegível pelo Rodrigues. Pela candidatura que agarrou as distritais pelos tomates na noite de Sábado. Quiseram comprar-nos.
Mas as convicções não se transaccionam.

A nossa vez é para mim o melhor projecto. A equipa da qual fiz parte é para mim a mais próxima dos jovens portugueses.

O Bruno Ventura é para mim, o verdadeiro líder da JSD, e já desde Espinho. Na altura o voto foi para o Rodrigues. Por confiar na palavra de quem de direito. Mas as expectativas foram defraudadas. Mesmo.

Perdemos a eleição, e o caminho terá de ser traçado ao lado do Pedro Rodrigues. A bem da união social-democrata, espero que a bem da juventude portuguesa.

Cá estaremos para travar novas batalhas. Sempre com frontalidade, coragem para assumirmos posições e defendermos um projecto.

Este não é um manifesto político, mas uma declaração do que sentimos.


*correcção (obrigado caro Pedro)
Que golaço do Setúbal!

28.11.08

Quero
Hoje dizer-te que não tenho
Mais do que azul para dar
Sei que não me mentiste
Quando um dia sorriste
Ao saber que não ia mudar
Para sempre eu hei-de ouvir
"Amor é querer ouvir-te
Cantar"

14.11.08

Got your shot.

Estamos em sintonia

e eu (ainda e sempre) a defender a dama.


Oportunismo / Oportunidade

Lisboa, 14 Nov (Lusa) – O candidato a líder da JSD Bruno Ventura defendeu hoje a demissão da ministra da Educação, apelando a que não se prolongue "a situação caótica" das escolas "apenas pela arrogância ou pela teimosia do primeiro-ministro".

Através de um comunicado a que a agência Lusa teve acesso Bruno Ventura defendeu que "para que as condições de ensino-aprendizagem sejam devolvidas às escolas e para que os jovens portugueses possam retomar o seu normal percurso educativo é urgente substituir a ministra da Educação, porquanto esta governante é, em si, o foco do problema".

"Os estudantes e a juventude portuguesa merecem este gesto de humildade por parte do Governo. O que está em causa é demasiado importante para que uma situação caótica seja mantida apenas pela arrogância ou pela teimosia do primeiro-ministro", acrescentou o candidato a líder da JSD.

De acordo com Bruno Ventura, "os acontecimentos dos últimos dias nas escolas provam que esta ministra é hoje parte do problema e não fará parte da solução", mas além da substituição de Maria de Lurdes Rodrigues "é urgente que mudem as políticas e que o diálogo seja restaurado".

"Há poucos dias foram os professores a manifestarem-se contra a ministra da Educação. Hoje, são os alunos que protestam. Qualquer dia, a ministra da Educação só tem mesmo o apoio da Directora Regional de Educação do Norte. Será que chega?", interrogou o jovem social-democrata, que vai defrontar o actual líder da JSD, Pedro Rodrigues, no Congresso de 28, 29 e 30 deste mês, em Penafiel.

Quanto às manifestações de alunos, Bruno Ventura considerou "natural que os alunos se manifestem contra medidas com as quais não concordam, sendo de estranhar, por isso, a atitude o senhor secretário de Estado Ajunto da Educação, que lançou a suspeição sobre a organização dessas manifestações".

O candidato a líder da JSD referiu que "também hoje, a diligente Directora Regional de Educação do Norte, conhecida por ter institucionalizado a 'bufaria' no seu serviço, lançou a mesma suspeição – desta vez contra funcionários do próprio ministério".

"A juventude portuguesa rejeita estes paternalismos por parte da tutela educativa. Os jovens são e serão sempre livres de se manifestarem contra o que vai mal no nosso país, por muito que isso custe ao Governo", reagiu Bruno Ventura.

Num balanço da política educativa do Governo, Bruno Ventura assinalou que Portugal passou "a ser o pior país de toda a União Europeia nos números do abandono escolar" e que as escolas públicas desceram no "ranking" dos exames nacionais em relação às escolas privadas, o que atribuiu à "via do facilitismo".

"O Ministério da Educação deixou por concretizar a educação para a Saúde e a educação sexual", deixou "por fazer uma verdadeira reforma relativa aos manuais escolares" e "a verdadeira reforma curricular" e "perdeu a oportunidade de reformar a escola", apontou ainda Bruno Ventura.

7.11.08

=D


Paris!!!

[Domingo] de manhã, o Conselho de Ministros estava reunido extraordinariamente para supostamente discutir a dívida do Estado às empresas. Curiosamente, um tema que durante anos não incomodou nenhum Governo era agora motivo para uma reunião extraordinária.

Quem não acreditou nesta invulgar “ordem de trabalhos” fez muito bem, porque resulta dessa reunião um acontecimento verdadeiramente extraordinário: a proposta de nacionalizar o Banco Português de Negócios.

In Lobi

5.11.08

Diz-me o estudante de ciência política:

É panasca.


Aí está.


(de volta dos estudos eleitorais)

?

Burrice crónica.

Nunca hei-de saber a temperatura certa das coisas, nem o que dizer para não estragar tudo.

Não percebo. Honestamente que não.

E gostava de compreender.

A sério.

(me and mrs jones)

4.11.08

Sol d´Inverno


Sonhos que sonhei, onde estão
Horas que vivi, quem as tem?
De que serve ter coração e não ter o amor de ninguém?
Beijos que te dei, onde estão
A quem foste dar o que é meu?

É lamechas, mas pronto. É bonito.
Não vejo a hora de voltar!



1.11.08

Passe a linguagem, faz sentido...

Bem servidas de peito, com uma peida frenética
São modelos femininos de bombas genéticas
Investem no corpo pra se sobrepor ao intelecto
Por isso têm o cérebro torto e deixam sempre o peito aberto
Quando usam micro-saias querem toda a gente atenta
Na rua ou no centro desfilam sempre às horas de ponta
Todos dão conta, man, e qualquer homem esquenta
Se não for pra ser montada pra que é que serve uma jumenta?


Valete - Beleza Artificial
A liberdade é uma coisa tramada.

Pontos nos i's com toda a franqueza


Mandato de ano e meio:

Porta 65
150000 postos de trabalho - em reacção
Outro site
Festa da Figueira
Campanha de Verão

E agora consideramos o período um intervalo de preparação para o que aí vem?
As bandeiras, a estruturação que a JSD poderia ter mostrado quando o partido se caracteriza pela ausência junto da população. É verdade que temos de conquistar os jovens, é nossa missão dar voz aos nossos pares. A organização afunilada dos trabalhos de congresso: se há moções contraditórias que são aprovadas, responsabilizem-se os delegados eleitos nas decisões tomadas! Seja a CPN eleita a filtrar os contributos válidos que vão de encontro à sua estratégia para a juventude nacional. Pergunto eu, qual estratégia? Isto é tudo muito bonito, slogans e visitas cheias de confiança. Líderes a forçarem-nos com "a escolha certa". Mas certa porquê? E o tempo para o outro lado? Que projecto se conhece?
Campanha nacional para o ensino secundário?
As influências e as campanhas manchadas pela falta de transparência. Gosto de olhar os olhos e tentar compreender. E não vi transparência nas questões essenciais.
Eu esforço-me por procurar razões.
Mas não compreendo.
Lamento não conseguir acreditar.

E atenção, nenhum convite foi formalizado. Tenho um voto. Sou apenas uma miúda como o outro "puto todo dinâmico".

31.10.08

Confusa

Hmhm.

Isto de cada um puxar para o seu lado não é benéfico para vincarmos as nossas posições noutros rosários.

Daqui a pouco saberei o que fazer, até lá há que aproveitar a calmaria das últimas duas horas.

30.10.08

Um destes dias...

...sou apanhada na curva de fumo na direita, frasquinho na esquerda e algumas considerações morais a fazer.

O País Real

Sábado, em Baleizão da Catarina Eufémia:


Marta (6 anos): Jerónimo? Preferia mil vezes o Cavaco para avô do que o Jerónimo - erguendo os dedos em sinal de vitória e canta - Pê esse dê! Pê esse dê!

As coisas mudam, graças a Deus nas novas gerações. Há que estar atento.

28.10.08

.

E as coisas mudam do dia para a noite.

Graçola de oportunidade: "É melhor estar quietinha..."

Aum

Intenso processo de reflexão dentro de portas.

O que é que este gajo fez aos nossos advogados?


5.10.08

Zazada

O adjectivo mais utilizado nos últimos dias.

Teu sorriso

Julguei que seria
Loucura, ousadia
Pedir que me ouvisses cantar
Disseste talvez
E o teu olhar se fez
Doce canto de sons e de mar
Ganhei asas e fi-lo sonhar
Com a distância de não te encontrar
Quero
Hoje dizer-te que não tenho
Mais do que azul para dar
Sei que não me mentiste
Quando um dia sorriste
Ao dizer que não ia mudar
Para sempre eu hei-de ouvir:
“Amor é querer-te ouvir
Cantar”
A tua paixão
Foi a minha ilusão
E tentei perceber o porquê
Contigo tão perto
Não conto decerto
Teu sorriso ver mais uma vez
E dar daquilo que se fez
Uma sombra de luz a cantar
Teu Sorriso - Escstunis

25.9.08

apetece-me dizer tantas coisas as pessoas certas.

mudar de vida

estive hoje no lançamento do livro do dr. marques mendes. ja me tinha esquecido do sufoco de encontros deste genero. ola... entao minha querida como esta´´´...

credo



estava o senhor a falar de etica na politica, e mais de metade daquela sala olhava em redor para ver as quantas sacava.

estou sem caps e sem aquela funcionalidade de meter pontos de interrogaçao, acentos e afins. mas tinha de escrever

conselho distrital

´ja nao faço amor ha algum tempo, mas quando tenho oportunidade, gosto de faze-lo a bruta´

tanto se aprende, jesus...

16.9.08

O que não anda de transportes públicos,

Que me acorda as cinco horas como se fosse meio dia, que é mimado, que não compreende metade das circunstâncias do que se passa a volta dele, que fez amigos taxistas em Lisboa, que me olhou dentro de mim, que sabe o que é a ternura, que se assusta com demasiada coisa, que se diz irritante, que sai de cena quando as coisas começam a correr francamente mal, que diz ter uma legião atrás dele.

Que no final me diz, mas posso ligar-te amanhã? mas podemos ser amigos? o tal que ainda não aprendeu demasiada coisa.

E me procura :


Tomorrow we´ll meet the same place at the same time


9.9.08

Somos

arte.

A construção entre sombras e cheiros do que resta de nós, do que transpiramos e tanto mais do que queremos.

31.7.08

Pensar e Sentir


Quando a imaginação voa a mil e as imagens não se fixam em qualquer palavra, a impossibilidade de te transmitir esta vontade afirma-se a par de uma crescente fome de nós.

Gosto de ti e isto não me parece nada boa ideia.
É preciso:
Deixar de sentir com o cérebro.

30.7.08

Lembra-te.

Questiono quão saudável poderá ser a vontade de ti na ausência de certeza. Tornas-te sempre num sabor agridoce que não sei deixar de ansiar, justificando (quase) tudo, que parece sempre tão pouco. Trocas-me as voltas sem volta a voltar em algo que não volta e me envolta e me... prende! Serás tu o carrasco ou sou eu a idiota?
Eneias-me, irritas-me, fazes-me cerrar as portas que quero abrir. Sempre quando te quero convidar a entrar. Trocas-me, e eu não gosto. Puxas-me e seduzes com tão pouco! Que merda.
Detesto não saber nem ter legitimidade para procurar. Detesto não conhecer.
Detesto não saber puxar-te para mim, aqui aninhado e calmo a dormir aqui à minha beira. Detesto não poder escutar-te respirar. Não te acarinhar nem tão pouco ter a omnisciência para me sossegar.
Queria dançar, rir e ter espaço para te cativar. Mas nem todas as ferramentas de que dispomos nos afastam da preguiça de conquistar e os meus meios parecem-me tão iguais aos de tantas outras que fazem uso de outras artes que não as minhas.
Não sei o que pensar, sem de deva abrir espaço para sentir - mais.
As compensações deixaram de chegar-me. Ouvir, ver e digerir outras informações que não as de ti parece absurdo agora. Sem te (me) querer assustar encontro no vazio de mais um dia o sustento para uma vida que tento agarrar, tão mais sozinha que ontem.
Só precisava de agarrar o tempo e com ele suspender-te assim fora do espaço, puxar-nos para fora do frenesim do que parece ser - e assim se torna aos olhos que não observam. Sossega-me ou não me digas mais nada. Defende as palavras que estão agora no limiar da idiotice, da sofreguidão e do saciar que nos parece tão bom mas arrisca quase sempre deixar um pedaço maior de nada. Sinto-me quase como Kohut, que fecha instintivamente o que já não sabe abrir e acaba a implodir com fracturas em si e uma exposição melindrosa aos demais.
Enfim, já chegaste. Outra vez sem ti.

(não te volto a ligar)

Hum?





"Just because you choose a new brand, don't mean you have to act bran new - just because you choose a new love, don't mean that she's in love with you"




Perseguir vontades

Escola de hip hop. Aos anos que quero entrar. Acho que é desta!

28.7.08

Representação

"A Tânia encaixa perfeitamente no perfil que procuramos para a nossa empresa, claro que está contratada!
Tem apenas um calcanhar de Aquiles.
(...)
É demasiado sincera, honesta. E isso para si poderá trazer alguns problemas. Se me conseguir prometer que enrola a língua antes de falar, será perfeito!
(Mas... Então? Pronto, OK. Combinado)

Pronto. Formatada.

16.7.08

Pago quanto for preciso pela minha liberdade.

Não minto por ela, não perco nenhum ponto de dignidade. Não baixo as orelhas e assumo as consequências desta responsabilidade.

"venha daí o nosso futuro"?

exactamente.

8.7.08

OA pede estatuto de observador internacional em Guantánamo

A Ordem dos Advogados enviou para os departamentos da Defesa e de Estado americanos um requerimento para que possamos através da comissão especializada em Direitos Humanos "observar" as condições de encarceramento e analisar possíveis casos de tortura e privação da dignidade humana dos 500(?) homens que aí permanecem.

Hoje, a única instituição internacional com estatuto de observador internacional é a Cruz Vermelha, com acesso restrito a informações e no apoio a detidos. A obtenção deste estatuto (se ocorrer) é portanto um marco tanto para a diplomacia portuguesa como um passo no sentido de encorajar tantas outras organizações a entrar na base militar americana.

Objectivos? A procura de transparência nos processos que tantas dúvidas suscitam quanto ao respeito do indivíduo e a confirmação das suspeitas de atentados ao primado da dignidade humana. Pressão internacional.

Resultados? A ver vamos. Mas sim, é de louvar a iniciativa dos nossos juristas, sobretudo a sua intenção de fazer respeitar a legislação (ou registos sem força vinculativa) que versa desde a DUDH. Bravo!

Sobre a Directiva do Retorno - UE

Mais especificamente sobre a defesa deste documento pelo nosso amigo Carlos Coelho.

Bem conheço as qualidades humanas e bem-aventuradas iniciativas do nosso eurodeputado, e reconheço-lhe toda a legitimidade para que defenda a directiva europeia para o retorno de muitos emigrantes que nos surgem sobretudo de África e Médio Oriente.
Trata-se, como afirma hoje Coelho aqui, de um processo que minimaliza os efeitos perversos de políticas de retorno desarticuladas entre os parceiros europeus. Mas trata também a questão dos menores ilegais em território europeu.

E trata deste modo: "As crianças detidas deverão ter acesso a actividades lúdicas ou recreativas adequadas à sua idade e, dependendo da duração de permanência, acesso à educação. As crianças não acompanhadas deverão, na medida do possível, ser alojadas em estabelecimentos que disponham de pessoal e de instalações adequadas às necessidades das crianças da sua idade."

Ora, as crianças, à partida os seres mais desprotegidos em qualquer situação (sobretudo nesta) são contemplados com um parágrafo justificativo da sua detenção e com uma panóplia de intenções quanto à sua inclusão temporária no sistema de segurança social local. Mas só na medida do possível, como sublinho no artigo de Carlos Coelho.

É lamentável a falta de tacto no tratamento de um problema já de si melindroso, ainda para mais no que concerne a este grupo específico. Lamentável a predisposição em deter, e injustificável a desresponsabilização dos responsáveis quanto ao saudável desenvolvimento (dando de barato as repercussões na saúde social dos visados) da criança em questão.

"As crianças deverão ter acesso..." - terão acesso garantido.
"...deverão, na medida do possível, ser alojadas..." - serão alojadas.

Eis duas diferenças de redacção que fariam de facto a diferença no tratamento dado àqueles que sem escolher o seu futuro, acabam por cair nas mãos de ninguém.